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Patos, Paraíba, Brazil
A Juventude Missionária se dá a conhecer como um grupo voluntário com uma proposta de evangelização a serviço da Igreja Católica. Não é um movimento nem uma pastoral; é um grupo de jovens missionários ligados à POM (Pontifícias Obras Missionárias). Nosso objetivo principal é unir-nos ao mandado de Jesus Cristo: "Ide pelo mundo e pregai o evangelho!" (Mc 16, 15). Nosso trabalho se realiza, basicamente, através da organização de Missões de evangelização rurais e urbanas e outras atividades de formação, defesa da fé e promoção das devoções e tradições populares. A JM busca despertar na juventude de hoje o desejo e a consciência da necessidade de ser um orientador aos irmãos na fé, de ser transmissor da mensagem de Cristo, de fundamentar sua fé e sua confiança na doutrina da Igreja e de ser um jovem reflexivo, com rica vida de oração. Trata-se de uma grande oportunidade para jovens que desejam fazer algo a mais pela Igreja e trabalhar a serviço dos mais necessitados. Jovens que queiram vivenciar este carisma devem ter idade entre 15 e 30.

domingo, 19 de março de 2017

TESTEMUNHO MISSIONÁRIO


A Juventude Missionária (JM) da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Diocese de Patos - PB, realizou na madrugada do dia 19/03, uma missão nas ruas da cidade junto com os moradores de Rua que vivem em situação de extrema vulnerabilidade. Eis o relato/testemunho de uma das missionárias, a jovem Danielle Oliveira:

"Somos a igreja, nós somos a igreja, é onde Deus habita, onde é, o templo do Espirito Santo de Deus." 

É o que me define neste momento. É o que me definiu com maior força, durante a madrugada inteira andando nas ruas de Patos, levando roupas, produtos higiênicos, lençóis, travesseiros, sapatos etc, que foram doadas por pessoas que fizeram parte dessa mais bela missão de Cristo. "Não tenho ouro nem prata, mas trago comigo o mais valioso: Jesus Cristo." Papa Francisco [ Atos 3:6].
Sentar no chão, estar com eles! Conversar, ouvir suas histórias e dores, e estar com eles! Dar-lhes algo de comer e beber, e estar com eles! Enxugar suas lágrimas, e estar com eles! É ver o olhar de Cristo, é estar com Cristo, é enxergar o Cristo ali bem diante de nós. Pois Jesus Cristo está com eles, sempre! Pois foi por eles, pelos injustos que Jesus quis conviver, e andar, e comer entre eles.
Confesso que não foi fácil para mim, e acredito que para todo mundo do grupo da Juventude Missionária que foram nesta missão, ver todos eles deitados, sujos, e entre outros ali deitados no chão duro e frio, sem ao menos algum papelão para se deitar em cima.
Me pergunto. Como pode a sociedade, não importando os fatores que àquelas pessoas foram parar nas ruas, não fazer nada por eles!? Doar algo, ouvir-los, conhece-los melhor? 
Como pode nós, durante o dia passar por eles, e não enxerga-los? Despreza-los? Julga-los? E até, os condenando, por pensar que ilusoriamente somos "melhores" do que eles, de alguma forma?

Eles são, nós! E nós, somos eles! Somos todos de uma mesma obra-prima mais perfeita que Deus realizou na terra. "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." Gênesis 1:27
A maioria das pessoas que encontramos nas ruas já eram conhecedores da palavra de Deus. 
Um deles em especial, de nome Gustavo* mas que confessou seu verdadeiro nome depois, me marcou com uma frase que ele mesmo compartilhou para conosco:

"Somos a igreja, nós somos a igreja, é onde Deus habita, onde é, o templo do Espirito Santo." E seus olhos estavam com lágrimas. [Eu já tinha ouvido falar nessa frase. Mas, através de Gustavo* fez-se soar a força verdadeira de cada palavra nessa frase...pois não eram uma frase vazia, dita aos ventos, mas, era com sentido forte, intenso...] E logo acrescentou "sei que sou impuro, não sou como vocês, e não mereço o Espírito Santo dentro de mim, pois o Espirito Santo é puro. Mas, eu oro, e sei que Ele(o Espírito Santo de Deus) está ao meu lado querendo viver dentro de mim, me fazer morada"
.... e logo o corrigimos, primeiro que, todos nós estamos no mesmo patamar, ninguém é melhor que ninguém, e que ele não é inferior a nós, só porque estamos na igreja, todos nós somos imperfeitos(por causa do mundo que nos fez assim), temos os nossos defeitos. E segundo, ninguém é merecedor da presença do Espírito Santo em nós, mas, devido a tamanha misericórdia, o amor de Deus quer nos fazer morada. Somos a sua obra-prima, bela.
"Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes." Mateus 25:35
Jesus estava ali! Ele sempre está.
Palavras não faltam, e a emoção é grande. Mas, eis o resumo de uma missão que era o meu sonho de criança pequena(numa idade que diriam - não tem noção do certo e errado). E eis que vivenciei, novamente! Me senti àquela criança(com àquele desejo profundo de ir aos ruas) andando, e sendo evangelizada por cada um deles.
E eis a verdade, a igreja(nós) foi até eles. E a igreja(eles) foi até nós!
"Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." Gálatas 2:20
[Com exceção da primeira foto que é atual, não foram feitas mais fotos para retratar a missão, mas estas retratam a mesma missão realizadas alguns anos atrás].
Obs: O intuito era preservar a imagem das pessoas. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

JM E IAM PARTICIPAM DE FORMAÇÃO MISSIONÁRIA


No último domingo (12/02), os jovens assessores da Infância e Adolescência Missionária (IAM) e os jovens da Juventude Missionária (JM), participaram de uma formação missionária com intuito de aprofundar os conhecimentos no carisma e história das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e no perfil do Jovem Missionário, tendo a formação sido conduzida pelo assessor estadual da Juventude Missionária na Paraíba, o jovem Romualdo Pereira.

O encontro iniciou-se com uma leitura e breve reflexão sobre o trecho do evangelho que fala do semeador (Mateus, capítulo 13, 1-23), para ajudar os jovens missionários na reflexão foi utilizado um pequeno trecho do texto do Sermão da Sexagésima, escrito pelo Padre Antonio Vieira (1608 - 1697), na qual em síntese, foi dado enfoque: "Existem os semeadores que saem a semear, e os que semeiam aonde ficam, os primeiros serão medidos pelos seus passos, os segundos pelos seus paços." Com isso se reforçou nas mentes dos jovens missionários o carisma das Obras Pontifícias, ou seja, a necessidade da saída dos nossos palácios (paços) confortáveis, é preciso dar passos que nos levem ao encontro com o irmão.

Foi lembrado aos jovens que é preciso conhecer bem o carisma e história das POM, pois isso demonstrará a nossa identidade e pertença, que irá se refletir na nossa disponibilidade para a missão e vivência da espiritualidade missionária. Foram ressaltados que o perfil do Jovem Missionário traz um rol de grande exemplo de atitudes para o jovem que vive o carisma proposto pelas POM, devendo mostrar no seu dia a dia, ganhar eco em suas posturas. Ainda fora explanado que o mundo atual em constante mudança se apresenta como um novo campo cheio de desafios, e exige novas respostas dos missionários, que sem perder sua identidade, devem lançar a semente sem medo.

Ao final da formação, o sentimento era que "todo curso deve me levar a um percurso", é preciso colocar em prática os valores missionários mais elementares, não deixar que a missão fique apenas concentrada no plano das ideias, o missionário precisa lançar a semente do reino para que germine e brote bastante frutos.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Jovens relatam experiência da missão no Sertão do Ceará

"Eu volto para minha casa muito cheia de novas experiências, de uma espiritualidade desse povo cearense, uma fé tão viva e rica num Deus que é tão presente."
A II Missão Sem Fronteiras realizada pela Juventude Missionária (JM), tocou o coração dos jovens e contagiou as comunidades de Itapebuçu, um distrito de Maranguape, no sertão do Ceará, região que enfrenta uma seca de seis anos. Missionários e missionárias são pessoas despojadas que saem de si para ir ao encontro do outro, sem fronteiras. Nessa saída, eles acabam recebendo muito mais do que levam.
Promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), em parceria com a arquidiocese de Fortaleza (CE), a experiência missionária reuniu, nos dias 12 a 22 de janeiro, 85 jovens de 20 estados do Brasil e quatro representantes do Paraguai. Eles estiveram na paróquia São Miguel Arcanjo com 37 comunidades organizadas em seis setores. Cada setor recebeu em média 12 jovens missionários, a exemplo da advogada e funcionária pública, Rosângela Germski, da diocese de Ponta Grossa no Paraná. Ela conta que participou pela segunda vez da Missão Sem Fronteiras. Antes disso, Rosângela havia feito missão apenas dentro do próprio estado.
“Ao sair tão longe, onde o clima, a cultura, tudo é diferente, mas ao mesmo tempo tão igual, a gente consegue se entender só pelo olhar, pelo amor. Por isso essa missão, para mim representou um desprendimento muito grande de muitas coisas que eu carregava. Eu vim sozinha do meu Estado e quando você chega num lugar em que precisa ser acolhido aí você se deixa levar por todas as pessoas que você se encontrou, os missionários, o grupo que você formou, as famílias que te acolhem. Isso faz com que você se torne mais simples, passe a conviver com o que te oferecem, deixe em casa todos os teus caprichos, os confortos e passe a viver como os que te acolhem. Isso faz um verdadeiro missionário, é você viver no meio do povo, estar com eles, comer o que comem, beber o que bebem, viver uma verdadeira uma comunhão, partilhando do que te oferecem e contribuindo por meio das oficinas”.
É que, além de atividades religiosas, a Missão contemplou oficinas sobre “Cidadania e Direitos Humanos”, “Educação Ambiental” e “Saúde Comunitária”. Tudo pensado a partir da realidade local, conjugando evangelização e promoção humana.
Como advogada, Rosângela coordenou a oficina sobre Cidadania e Direitos Humanos. Além de ajudar as pessoas a conquistar seus direitos ela conta que ficou cheia de fé em um Deus que é tão presente. “Foi fantástico, uma experiência tanto de levar a Palavra de Deus quando nós rezávamos, cantávamos, partilhávamos, mas também ao contribuir efetivamente para tratar da situação em que a pessoa se encontrava e buscar soluções, senão por nós da missão, pelo menos orientar a quem procurar. Foi dessa forma que nós agimos. Assim, a missão se tornou palpável, ela se tornou mais presente no meio do povo, e a gente viu isso no final quando muitas pessoas foram nos agradecer dizendo que com o nosso auxílio, pelo menos eles puderam ter o entusiasmo de correr atrás de direitos, benefícios que podem e devem usufruir. E eu volto para minha casa muito cheia de novas experiências, de uma espiritualidade desse povo cearense, uma fé tão viva e rica num Deus que é tão presente. Volto cheia para trabalhar nos meus grupos de base e levar toda essa experiência comigo”, testemunhou a jovem.
Lidiane, integrante da JM na diocese de Belém do Pará relatou que a experiência lhe ensinou o desprendimento. “Eu achava que não tinha preconceitos e na comunidade da Serra onde eu fui enviada, tinha algumas pessoas que me provocavam certo distanciamento. Eu respeitava tudo, mas ainda mantinha um afastamento delas. Ao final da missão eu pude perceber em mim esse desprendimento, que é ser realmente missionário no abraçar, no sorrir, no conversar”.
A exemplo do que fez Jesus com seus discípulos, para as visitas missionárias no Sertão cearense, os jovens foram enviados dois a dois. Essa dinâmica intensificou a comunhão.“Já vivenciamos vários tipos de missões, só que essa Missão Nacional, por fazermos em duplas, nos possibilitou ter um convívio mais profundo, porque quando a gente faz uma missão em grupo de 10 ou 15 pessoas, acaba não tendo realmente esse convívio por conta da quantidade de pessoas. Em dois a dois, a gente pode conversar e ter um maior desprendimento. Podemos realmente sair do nosso eu para ir ao encontro do outro”, relatou Leidiane.

A Missão começou com uma formação orientada pelo Irmão Bruno Todtli, da Comunidade Taizé em Alagoinhas, Bahia. O Irmão trabalhou com muita riqueza a espiritualidade em saída, espiritualidade do encontro, da presença na vida das pessoas. Nas comunidades, a programação incluiu celebrações, terços, encontros, visitas à famílias e momentos de formação.
A Juventude Missionária no Brasil completou 10 anos de história. A sua maturidade é demostrada à medida em que seus jovens abraçam generosamente a missão. Nesse percurso, o primeiro passo foi dado. Essa Missão Nacional mostrou que é possível ir além das reuniões, dos encontros do grupo, do convívio entre amigos. Agora é preciso alargar os horizontes para evangelizar também na “outra margem”, além-fronteiras. “Sem a missão ad gentes, aos povos, a própria dimensão missionária da Igreja ficaria privada de seu significado fundamental e de seu exemplo de atuação…” (RMi 34). Nisso a Igreja precisa da vitalidade das juventudes.
Fonte: http://www.pom.org.br/jovens-relatam-experiencias-da-missao-no-sertao-do-ceara/