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Patos, Paraíba, Brazil
A Juventude Missionária se dá a conhecer como um grupo voluntário com uma proposta de evangelização a serviço da Igreja Católica. Não é um movimento nem uma pastoral; é um grupo de jovens missionários ligados à POM (Pontifícias Obras Missionárias). Nosso objetivo principal é unir-nos ao mandado de Jesus Cristo: "Ide pelo mundo e pregai o evangelho!" (Mc 16, 15). Nosso trabalho se realiza, basicamente, através da organização de Missões de evangelização rurais e urbanas e outras atividades de formação, defesa da fé e promoção das devoções e tradições populares. A JM busca despertar na juventude de hoje o desejo e a consciência da necessidade de ser um orientador aos irmãos na fé, de ser transmissor da mensagem de Cristo, de fundamentar sua fé e sua confiança na doutrina da Igreja e de ser um jovem reflexivo, com rica vida de oração. Trata-se de uma grande oportunidade para jovens que desejam fazer algo a mais pela Igreja e trabalhar a serviço dos mais necessitados. Jovens que queiram vivenciar este carisma devem ter idade entre 15 e 30.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

15 DE AGOSTO - JM DA PARÓQUIA DE FÁTIMA COMEMORA 7 ANOS DE IMPLANTAÇÃO DO GRUPO


7 anos de muito serviço e missão, como é bom olhar para atrás e ver que a JM pôde percorrer um longo percusso. Como diz a canção: "Não é sobre chegar ao topo do mundo e saber que venceu, é sobre escalar e saber que o caminho te fortaleceu."

Os grupos missionários não são os mais importantes da Igreja, são iguais a qualquer outro, porém, são os grupos com as atividades mais urgentes, pois, como disse o Papa Francisco: "Não é a Igreja que faz missão, mas a missão que faz a Igreja." A missão continua sendo a resposta que a Igreja precisa dar ao mundo, ir ao encontro das pessoas, pois, continua o Papa: "Eu prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada, por ter saído pelas estradas e periferias, do que uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de ter se agarrado as próprias seguranças."

Há sete anos atrás, um pequeno grupo de jovens eram chamados a inaugurar uma nova pescaria, a pescaria de Cristo: "Ide ao largo e lançai as vossas redes ao mar" e "De agora em diante vocês serão chamados pescadores de homens." Não pescar em aquários, mas pescar no grande mar que é o mundo, cheio de perigos e incertezas, mas sabedores que é Cristo quem comanda o barco e com ele não naufragamos. 

A Juventude Missionária nos ensina, como disse o Padre Vieira que "existem semeadores que saem a semear, e outros que semeia aonde ficam, os primeiros serão julgados pelos seus passos, e os segundos pelos seus paços, os primeiros pelo que semearam e percorreram, e os segundos apenas pelo que semearam." Logo, o missionário tem dois grandes feitos perante Deus: o caminhar e os frutos da missão. 

Deus teve um único filho e fez dele um missionário, que possamos continuar nessa grande jornada de amor e fraternidade. "Missão é partir, caminhar, deixar tudo e sair de si, é sobretudo abrir-se aos outros como irmãos."

TESTEMUNHO MISSIONÁRIO:
DO INTEGRANTE ALLAN (QUE ESTÁ DESDE O INÍCIO DO GRUPO):

Bom dia! A exatos 7 anos estamos aqui, continuando firmes e fortes nesse propósito de evangelização da juventude, jovens evangelizando jovens, eis nossa missão, levar a palavra a todos no mundo inteiro. Que Deus continue nos abençoando nessa caminhada. Parabéns JM! 

Jovens Missionários Sempre Solidários! 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

JUVENTUDE MISSIONÁRIA REALIZA MISSÃO EM COMUNIDADE RURAL - SERROTA


No dia 21 de maio de 2017, a Juventude Missionária da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Diocese de Patos - PB, realizou mais uma missão, desta vez os jovens integrantes da JM partiram em direção a comunidade rural chamada Serrota, pertencente a mesma paróquia e diocese supra citada. 

A comunidade Serrota possui um grande aglomerado de famílias, porém, com uma certa distância entre as casas, mas que abrigam um povo singelo, humilde e de uma fé imensa. Tudo isso levou os jovens missionários a empenhar bastante energia na caminhada em um sol escaldante, em pleno coração do sertão nordestino, contudo, os jovens enfrentaram o desafio com muito vigor e coragem, além do mais, foram gratificados com a paisagem, que em plena caatinga, exibiu a exuberância das maravilhas de Deus na criação, seja nas árvores, nos pássaros, nos rios. (vídeo anexado abaixo mostrando as maravilhas)


Ao todo foram visitadas inúmeras famílias, que receberam os jovens missionários de portas abertas, os jovens missionários constataram inúmeras residências com bastante dificuldades, tais como: a doença, a falta de chuvas e a dolorosa convivência com a seca, o descaso do poder público, os idosos e as crianças que sofrem mais com a saúde debilitada, e as vezes a distância da própria Igreja. Entretanto, o que não foi visto pelos jovens foi a falta de fé e esperança no rosto dessa gente, essa fé estava insculpida nas paredes das residências com as imagens de Jesus e Maria, nos terços simples de madeira e descoloridos pelo tempo em cima de uma bucólica mesa, na oração contida num pequeno encarte de um santo junto a geladeira, ou seja, a fé estava insculpida na paisagem, no rosto e no coração de cada pessoa. 


A missão foi bastante simples e impactante nos corações dos jovens missionários, em uma das residências, por exemplo, uma senhora no auge dos seus 90 (noventa) anos de idade e com um pouco de fraqueza, nos disse que: "sempre aguardava com muito carinho as visitas dos missionários, e que rezava sempre a virgem Maria, na qual é devota", isso levou cada jovem a refletir consigo: como é precioso e relevante o testemunho missionário para com essas pessoas, certamente é nessa hora que o coração da Igreja de Cristo pulsa de alegria. Também foi pertinente lembrar, como é forte a fé do povo sertanejo. Logo, diante de tudo isso era impossível não lembrar uma canção de Luiz Gonzaga, chamada "Ave Maria sertaneja" (vídeo em anexo) que dizia: "Quando bate as seis horas, de joelhos sobre o chão o sertanejo reza a sua oração: Ave Maria, mãe de Deus Jesus, nos dê forças e coragem para carregar a nossa Cruz." O final da missão foi marcada com a celebração da palavra de Deus na capela da comunidade.



No regresso para casa, os jovens missionários atravessaram novamente a pé o Rio Espinharas, assim como na ida, só que dessa vez sob um imenso céu estrelado e muito brilhante, como não costumamos ver nas cidades por conta da poluição luminosa, e assim com os corações cheios de alegria com mais uma missão cumprida, todos contemplaram aquela maravilha de Deus, lembrando o salmo 8, 4 -6: "Quando contemplo o céu, obra de vossos dedos, a lua e as estrelas que lá fixastes, me pergunto: o que é o homem para que com ele te importes? E o filho de Adão para que venha visitá-lo? Entretanto, Vós o fizesse quase igual aos anjos e de glória e honra o coroastes."

Jovens missionários sempre solidários!











"Ave Maria Sertaneja" é uma canção de Luiz Gonzaga que mostra um pouco da tradição e fé do povo nordestino, bem como é exemplo de demostração da piedade popular e a da sua devoção:


As maravilhas que Deus nos mostra na missão vista de um outro ângulo, através de um singela canção do Padre Zezinho - Dizem que é saudades:


video


quarta-feira, 31 de maio de 2017

JUVENTUDE MISSIONÁRIA DE MAMANGUAPE ( ARQUIDIOCESE DA PB) REALIZA MISSÃO COM MORADORES DE RUA

"Dia 28 de maio de 2017 eu nunca vou esquecer esse dia!” Começo esse texto reproduzindo a fala de Dona Marluce, a primeira pessoa que encontramos no último domingo vivendo em situação de rua aqui em Mamanguape. Essa frase nos marcou, pois ela retrata o sentimento que tivemos ao realizar essa ação que Deus nos confiou. E assim como ela, também não esqueceremos esse dia.

Quando nós sentimos, em nosso coração, o chamado para realizar a ação em prol dessas pessoas excluídas, rejeitadas, e, muitas vezes, discriminadas, não sabíamos ao certo o que esperar, como agir, o que falar ou como nos comportar. Porém, uma frase chamou bastante atenção durante a última semana, enquanto estávamos reunidos ajustando os últimos detalhes da campanha:“...não nos preocupemos, nem nos deixemos abalar pelas dificuldades, estresses e medo que possam vir a nos acometer. Confiemos em Deus, pois ele está conosco!”

Após uma semana muito corrida, estressante e repleta de dificuldades, tivemos um momento de oração, união e reflexão, e essa foi a frase dita por Maria Da Luz, durante uma oração. Nesse dia estávamos todos muito agitados, mas depois daquela oração, nos olhamos e balançamos a cabeça, confirmando no nosso coração que aquilo era um recado de Deus para nós, e, no dia seguinte, estávamos todos tranquilos e confiantes, tendo certeza de que tudo daria certo. E deu!

Saímos juntos no domingo à noite, com o intuito de levar conforto e um pouco de alegria àquelas pessoas que estávamos prestes a encontrar, e o mais surpreendente foi que, ao contrário do que nós imaginávamos - de que eles poderiam aprender, sorrir e também ouvir conosco sobre como Jesus é lindo, nós é que recebemos tudo isso deles. Cada conversa, cada relato sobre suas histórias de vida, suas lutas e perseverança nos encheram de alegria, nos deram testemunho vivo de fé e de crença naquele que nos enviou.

Como disse a nossa missionária Vitória, em testemunho logo após a missão: “Como é bonito ver pessoas que vivem em realidades tão diferentes da nossa e mesmo assim tão felizes e com tanta fé em Deus. Saímos para levar felicidade, mas nós quem recebemos.”
Graças a Deus fomos muito bem recebidos por todos os moradores, mesmo após termos atrapalhado um dos poucos momentos de descanso que eles têm nas ruas, mesmo após chegarmos de surpresa, eles nos receberam, nos ouviram, nos permitiram orar por eles e com eles.Tiveram sim imprevistos, os quais poderiam ter feito todos nós mudarmos de ideia. Choveu durante a missão, um dos carros de apoio quebrou um pouco antes da ação.. Mas Deus providenciou tudo e nos fez canal para falarmos dEle a cada pessoa que nos recebeu.

Ouvimos histórias tristes, choramos, nos abraçamos, demos várias risadas e tivemos que dar tchau a cada um. Quando esse momento chegava, ficávamos de coração doído e com uma enorme vontade de não ir. Nosso coração apertava ao pensar em ter que deixa-los alí sozinhos, no frio, deitados em papelões. Muitas vezes, deitados embaixo de postes de iluminação, com toda aquela luz clareando uma situação que muitas vezes nós, seres humanos, fingimos não ver e não reconhecer que existe!

E uma das frases que foi dita por um dos moradores, ressoa até hoje em nossas mentes: “Vocês estão aqui agora e eu tô muito feliz, mas às vezes eu fico triste e lembro que vocês estão aqui, comigo, agora. Mas daqui a pouco vocês vão pra casa de vocês e eu vou continuar aqui.”Isso nos partiu o coração e a vontade de deixar a emoção escorrer pelos olhos foi grande. O que nos conforta é saber que pudemos levar o amor, atenção e a palavra do Senhor para cada um. E o melhor: eles ouviram e aceitaram cada palavra dita por nós!


Foram muitas as experiências trocadas e podemos afirmar que todos saíram com algo diferente dentro do peito. Foram horas para finalmente dormir após chegar em casa. A mente não parava de pensar, um turbilhão de emoções nos invadiu junto com a certeza de que, mesmo que fosse pouco, o que fizemos, para eles, foi muito.Queria falar mais, escrever mais, só que é difícil colocar em palavras o que foi o dia 28/05/2017. Mas, para finalizar esse texto, vou usar as palavras de Marcelino, um dos amigos que fizemos nessa noite chuvosa do último domingo de maio:“Eu estou feliz, e mais feliz agora porque todos vocês estão comigo. Porque nós, moradores de rua, somos invisíveis para as pessoas. É como se a gente não existisse. Mas hoje eu estou alegre, porque vocês vieram me ver. Passei o dia todinho esperando, quando soube que vocês vinham! Quando Rivaldo disse que vocês iriam vir me visitar às nove horas, eu disse a ele que estaria esperando. Mas quando ele foi embora eu pensei: eita! Nem perguntei se seria às nove horas da manhã ou da noite (risos).”
E alí estávamos nós, dando risada, conversando, vendo Jesus nos nossos irmãos. Os olhares de felicidade, os corações cheios de graça, a presença do espírito santo nos guiando, foi a melhor recompensa que recebemos!

Gratidão é a palavra que muitas pessoas usaram para descrever esse momento. Gratidão a Deus por saber que podemos ser instrumentos dele; gratidão a cada pessoa que nos recebeu, por nos ensinarem que Deus não desampara seus filhos, e que ELE é o conforto para cada um; gratidão por cada pessoa que fez essa missão acontecer, dando seu SIM ao chamado do Senhor; gratidão às pessoas que nos ajudaram através de doações, orações, como cozinheiros, como motoristas.. Enfim, a todos que quiseram fazer a diferença, e que no final das contas, voltaram diferentes para casa.

“Quanto a nós, sabemos que passamos da morte para a vida , porque amamos nossos irmãos” (I João 3,14).

“Que possamos ressuscitar para o amor, pois quando estamos voltados para o Senhor, sentimos Seu amor e começamos a amar: voltamos à vida. Sabemos que passamos da morte para a vida, porque o amor de Deus está em nós. Porque estamos voltados para Ele, começamos a amar o próximo.” (Monsenhor Jonas Abib).

Por: Juventude Missionária - Mamanguape




domingo, 28 de maio de 2017

JUVENTUDE MISSIONÁRIA EM AÇÃO NA DIOCESE DE CAMPINA GRANDE - PB


"Ide e fazei discípulos"

Neste domingo, dia 28 de Maio, os jovens da Juventude Missionária da paróquia Nossa Senhora da Guia, Queimadas (PB), Diocese de Campina Grande, se uniram, mais uma vez, em missão.Eles se encontraram na Comunidade São Francisco de Assis, na Pedraq.

Após a oração inicial  foi realizada um breve reflexão Bíblica e o café da manhã. Ainda na Capela, os jovens receberam as orientações para a Missão e se dividiram em grupo. Em seguida os assessores fizeram a oração do missionário e envio, onde os jovens começaram a ir, de casa em casa, levando a palavra de Deus e deixando sementes de amor. Ao retornarem para a Capela eles puderam dar testemunhos dessa maravilhosa experiência.

A tarde os jovens participaram de uma programação que foi aberta a toda a comunidade, inclusive às famílias visitadas. Tivemos louvor, dinâmica, peça, pregação, celebração da Palavra e por fim, Adoração ao Santíssimo. Foi um dia repleto da presença de Deus e do amor de Jesus Ressuscitado, que nos diz "Ide e fazei discípulos".

Jovem Missionário, Sempre Solidário.

Por: Mariana

sábado, 27 de maio de 2017

JUVENTUDE MISSIONÁRIA E INFÂNCIA MISSIONÁRIA EM MISSÃO NA SEMANA SANTA


Na semana santa, entre os dias 13 à 16 de Abril de 2017, os jovens assessores da Infância e Adolescência Missionária (IAM) junto com os jovens da Juventude Missionária (JM), ambos da Diocese de Patos (PB), participaram da "Semana Santa Missionária 2017" dentro do Projeto Missionário da Paraíba, realizado nas cidades de Assunção e Salgadinho.

(In memoriam - Dona Lurdes - viveu sua páscoa - agradecemos a Deus por termos tido o privilégio de partilhar alguns de seus últimos dias aqui na terra)

Os jovens missionários foram divididos em vários grupos para serem enviados ao máximo de comunidades possíveis, que por conta da distância entre elas, é quase impossível a presença constante do pároco. O intuito da missão era fazer a convivência junto com as comunidades, promovendo inúmeras visitas missionárias às famílias, visitando os doentes, realizando as celebrações da palavra em referência ao tríduo pascal, e auxiliando as comunidades em ações sociais. Ao todo foram mais de 8 comunidades contempladas com a ação missionária, na qual tem o incentivo e pastoreiro do Pároco Pe. João Saturnino.




Ainda, os jovens missionário da JM que ficaram na cidade de Patos (PB), realizaram uma simples e relevante visita a um dos abrigos dos idosos, levando esperança, conforto e alegria às pessoas que são tão carentes de companhia, mas que tem uma sabedoria profunda a ser compartilhada, principalmente com os mais novos, doando a eles memória, passado e identidade. Como bem disse o Papa Francisco: "Escutem os idosos, são uma riqueza e não podem ser ignorados."

Os jovens que embarcaram na missão voltaram para casa de coração cheio de esperanças e fé renovada, pois quando partilhamos a vida, a fé e a esperança, todas elas são multiplicadas, o serviço na missão do Reino de Deus nos enriquece e dá sentido as nossas vidas, como disse o Padre João Saturnino aos jovens: "Quando não saímos do ovo ele fica podre, 'gora', precisamos de uma Igreja com pessoas que quebrem as cascas e saiam em busca dos outros." Como também disse o Papa Francisco: "Quem não vive para servir, não serve para viver."














domingo, 19 de março de 2017

MISSÃO COM MORADORES DE RUA - TESTEMUNHO MISSIONÁRIO


A Juventude Missionária (JM) da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Diocese de Patos - PB, realizou na madrugada do dia 19/03, uma missão nas ruas da cidade junto com os moradores de Rua que vivem em situação de extrema vulnerabilidade. Eis o relato/testemunho de uma das missionárias, a jovem Danielle Oliveira:

"Somos a igreja, nós somos a igreja, é onde Deus habita, onde é, o templo do Espirito Santo de Deus." 

É o que me define neste momento. É o que me definiu com maior força, durante a madrugada inteira andando nas ruas de Patos, levando roupas, produtos higiênicos, lençóis, travesseiros, sapatos etc, que foram doadas por pessoas que fizeram parte dessa mais bela missão de Cristo. "Não tenho ouro nem prata, mas trago comigo o mais valioso: Jesus Cristo." Papa Francisco [ Atos 3:6].
Sentar no chão, estar com eles! Conversar, ouvir suas histórias e dores, e estar com eles! Dar-lhes algo de comer e beber, e estar com eles! Enxugar suas lágrimas, e estar com eles! É ver o olhar de Cristo, é estar com Cristo, é enxergar o Cristo ali bem diante de nós. Pois Jesus Cristo está com eles, sempre! Pois foi por eles, pelos injustos que Jesus quis conviver, e andar, e comer entre eles.
Confesso que não foi fácil para mim, e acredito que para todo mundo do grupo da Juventude Missionária que foram nesta missão, ver todos eles deitados, sujos, e entre outros ali deitados no chão duro e frio, sem ao menos algum papelão para se deitar em cima.
Me pergunto. Como pode a sociedade, não importando os fatores que àquelas pessoas foram parar nas ruas, não fazer nada por eles!? Doar algo, ouvir-los, conhece-los melhor? 
Como pode nós, durante o dia passar por eles, e não enxerga-los? Despreza-los? Julga-los? E até, os condenando, por pensar que ilusoriamente somos "melhores" do que eles, de alguma forma?

Eles são, nós! E nós, somos eles! Somos todos de uma mesma obra-prima mais perfeita que Deus realizou na terra. "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." Gênesis 1:27
A maioria das pessoas que encontramos nas ruas já eram conhecedores da palavra de Deus. 
Um deles em especial, de nome Gustavo* mas que confessou seu verdadeiro nome depois, me marcou com uma frase que ele mesmo compartilhou para conosco:

"Somos a igreja, nós somos a igreja, é onde Deus habita, onde é, o templo do Espirito Santo." E seus olhos estavam com lágrimas. [Eu já tinha ouvido falar nessa frase. Mas, através de Gustavo* fez-se soar a força verdadeira de cada palavra nessa frase...pois não eram uma frase vazia, dita aos ventos, mas, era com sentido forte, intenso...] E logo acrescentou "sei que sou impuro, não sou como vocês, e não mereço o Espírito Santo dentro de mim, pois o Espirito Santo é puro. Mas, eu oro, e sei que Ele(o Espírito Santo de Deus) está ao meu lado querendo viver dentro de mim, me fazer morada"
.... e logo o corrigimos, primeiro que, todos nós estamos no mesmo patamar, ninguém é melhor que ninguém, e que ele não é inferior a nós, só porque estamos na igreja, todos nós somos imperfeitos(por causa do mundo que nos fez assim), temos os nossos defeitos. E segundo, ninguém é merecedor da presença do Espírito Santo em nós, mas, devido a tamanha misericórdia, o amor de Deus quer nos fazer morada. Somos a sua obra-prima, bela.
"Pois tive fome, e me destes de comer, tive sede, e me destes de beber; fui estrangeiro, e vós me acolhestes." Mateus 25:35
Jesus estava ali! Ele sempre está.
Palavras não faltam, e a emoção é grande. Mas, eis o resumo de uma missão que era o meu sonho de criança pequena(numa idade que diriam - não tem noção do certo e errado). E eis que vivenciei, novamente! Me senti àquela criança(com àquele desejo profundo de ir aos ruas) andando, e sendo evangelizada por cada um deles.
E eis a verdade, a igreja(nós) foi até eles. E a igreja(eles) foi até nós!
"Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim." Gálatas 2:20
[Com exceção da primeira foto que é atual, não foram feitas mais fotos para retratar a missão, mas estas retratam a mesma missão realizadas alguns anos atrás].
Obs: O intuito era preservar a imagem das pessoas. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

JM E IAM PARTICIPAM DE FORMAÇÃO MISSIONÁRIA


No último domingo (12/02), os jovens assessores da Infância e Adolescência Missionária (IAM) e os jovens da Juventude Missionária (JM), participaram de uma formação missionária com intuito de aprofundar os conhecimentos no carisma e história das Pontifícias Obras Missionárias (POM) e no perfil do Jovem Missionário, tendo a formação sido conduzida pelo assessor estadual da Juventude Missionária na Paraíba, o jovem Romualdo Pereira.

O encontro iniciou-se com uma leitura e breve reflexão sobre o trecho do evangelho que fala do semeador (Mateus, capítulo 13, 1-23), para ajudar os jovens missionários na reflexão foi utilizado um pequeno trecho do texto do Sermão da Sexagésima, escrito pelo Padre Antonio Vieira (1608 - 1697), na qual em síntese, foi dado enfoque: "Existem os semeadores que saem a semear, e os que semeiam aonde ficam, os primeiros serão medidos pelos seus passos, os segundos pelos seus paços." Com isso se reforçou nas mentes dos jovens missionários o carisma das Obras Pontifícias, ou seja, a necessidade da saída dos nossos palácios (paços) confortáveis, é preciso dar passos que nos levem ao encontro com o irmão.

Foi lembrado aos jovens que é preciso conhecer bem o carisma e história das POM, pois isso demonstrará a nossa identidade e pertença, que irá se refletir na nossa disponibilidade para a missão e vivência da espiritualidade missionária. Foram ressaltados que o perfil do Jovem Missionário traz um rol de grande exemplo de atitudes para o jovem que vive o carisma proposto pelas POM, devendo mostrar no seu dia a dia, ganhar eco em suas posturas. Ainda fora explanado que o mundo atual em constante mudança se apresenta como um novo campo cheio de desafios, e exige novas respostas dos missionários, que sem perder sua identidade, devem lançar a semente sem medo.

Ao final da formação, o sentimento era que "todo curso deve me levar a um percurso", é preciso colocar em prática os valores missionários mais elementares, não deixar que a missão fique apenas concentrada no plano das ideias, o missionário precisa lançar a semente do reino para que germine e brote bastante frutos.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Jovens relatam experiência da missão no Sertão do Ceará

"Eu volto para minha casa muito cheia de novas experiências, de uma espiritualidade desse povo cearense, uma fé tão viva e rica num Deus que é tão presente."
A II Missão Sem Fronteiras realizada pela Juventude Missionária (JM), tocou o coração dos jovens e contagiou as comunidades de Itapebuçu, um distrito de Maranguape, no sertão do Ceará, região que enfrenta uma seca de seis anos. Missionários e missionárias são pessoas despojadas que saem de si para ir ao encontro do outro, sem fronteiras. Nessa saída, eles acabam recebendo muito mais do que levam.
Promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), em parceria com a arquidiocese de Fortaleza (CE), a experiência missionária reuniu, nos dias 12 a 22 de janeiro, 85 jovens de 20 estados do Brasil e quatro representantes do Paraguai. Eles estiveram na paróquia São Miguel Arcanjo com 37 comunidades organizadas em seis setores. Cada setor recebeu em média 12 jovens missionários, a exemplo da advogada e funcionária pública, Rosângela Germski, da diocese de Ponta Grossa no Paraná. Ela conta que participou pela segunda vez da Missão Sem Fronteiras. Antes disso, Rosângela havia feito missão apenas dentro do próprio estado.
“Ao sair tão longe, onde o clima, a cultura, tudo é diferente, mas ao mesmo tempo tão igual, a gente consegue se entender só pelo olhar, pelo amor. Por isso essa missão, para mim representou um desprendimento muito grande de muitas coisas que eu carregava. Eu vim sozinha do meu Estado e quando você chega num lugar em que precisa ser acolhido aí você se deixa levar por todas as pessoas que você se encontrou, os missionários, o grupo que você formou, as famílias que te acolhem. Isso faz com que você se torne mais simples, passe a conviver com o que te oferecem, deixe em casa todos os teus caprichos, os confortos e passe a viver como os que te acolhem. Isso faz um verdadeiro missionário, é você viver no meio do povo, estar com eles, comer o que comem, beber o que bebem, viver uma verdadeira uma comunhão, partilhando do que te oferecem e contribuindo por meio das oficinas”.
É que, além de atividades religiosas, a Missão contemplou oficinas sobre “Cidadania e Direitos Humanos”, “Educação Ambiental” e “Saúde Comunitária”. Tudo pensado a partir da realidade local, conjugando evangelização e promoção humana.
Como advogada, Rosângela coordenou a oficina sobre Cidadania e Direitos Humanos. Além de ajudar as pessoas a conquistar seus direitos ela conta que ficou cheia de fé em um Deus que é tão presente. “Foi fantástico, uma experiência tanto de levar a Palavra de Deus quando nós rezávamos, cantávamos, partilhávamos, mas também ao contribuir efetivamente para tratar da situação em que a pessoa se encontrava e buscar soluções, senão por nós da missão, pelo menos orientar a quem procurar. Foi dessa forma que nós agimos. Assim, a missão se tornou palpável, ela se tornou mais presente no meio do povo, e a gente viu isso no final quando muitas pessoas foram nos agradecer dizendo que com o nosso auxílio, pelo menos eles puderam ter o entusiasmo de correr atrás de direitos, benefícios que podem e devem usufruir. E eu volto para minha casa muito cheia de novas experiências, de uma espiritualidade desse povo cearense, uma fé tão viva e rica num Deus que é tão presente. Volto cheia para trabalhar nos meus grupos de base e levar toda essa experiência comigo”, testemunhou a jovem.
Lidiane, integrante da JM na diocese de Belém do Pará relatou que a experiência lhe ensinou o desprendimento. “Eu achava que não tinha preconceitos e na comunidade da Serra onde eu fui enviada, tinha algumas pessoas que me provocavam certo distanciamento. Eu respeitava tudo, mas ainda mantinha um afastamento delas. Ao final da missão eu pude perceber em mim esse desprendimento, que é ser realmente missionário no abraçar, no sorrir, no conversar”.
A exemplo do que fez Jesus com seus discípulos, para as visitas missionárias no Sertão cearense, os jovens foram enviados dois a dois. Essa dinâmica intensificou a comunhão.“Já vivenciamos vários tipos de missões, só que essa Missão Nacional, por fazermos em duplas, nos possibilitou ter um convívio mais profundo, porque quando a gente faz uma missão em grupo de 10 ou 15 pessoas, acaba não tendo realmente esse convívio por conta da quantidade de pessoas. Em dois a dois, a gente pode conversar e ter um maior desprendimento. Podemos realmente sair do nosso eu para ir ao encontro do outro”, relatou Leidiane.

A Missão começou com uma formação orientada pelo Irmão Bruno Todtli, da Comunidade Taizé em Alagoinhas, Bahia. O Irmão trabalhou com muita riqueza a espiritualidade em saída, espiritualidade do encontro, da presença na vida das pessoas. Nas comunidades, a programação incluiu celebrações, terços, encontros, visitas à famílias e momentos de formação.
A Juventude Missionária no Brasil completou 10 anos de história. A sua maturidade é demostrada à medida em que seus jovens abraçam generosamente a missão. Nesse percurso, o primeiro passo foi dado. Essa Missão Nacional mostrou que é possível ir além das reuniões, dos encontros do grupo, do convívio entre amigos. Agora é preciso alargar os horizontes para evangelizar também na “outra margem”, além-fronteiras. “Sem a missão ad gentes, aos povos, a própria dimensão missionária da Igreja ficaria privada de seu significado fundamental e de seu exemplo de atuação…” (RMi 34). Nisso a Igreja precisa da vitalidade das juventudes.
Fonte: http://www.pom.org.br/jovens-relatam-experiencias-da-missao-no-sertao-do-ceara/